Marcelo Barbarena deve ser indiciado hoje por duplo homicídio

A titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Socorro Portela, afirmou que já existem indícios e provas, técnicas e testemunhais, incluindo a confissão de Marcelo, para indiciá-lo


A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve indiciar hoje Marcelo Barbarena, 39, pelo assassinato de Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, 38, e da filha dela, Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de oito meses. A titular da DHPP, delegada Socorro Portela, informou que, apesar de não ter os resultados de todos os exames, há vários elementos, indícios, provas técnicas e testemunhais para indiciar Marcelo, incluindo a confissão dele no último dia 24 durante a perícia complementar. 
Nove dias após o crime, três laudos periciais foram divulgados pela DHPP em parceria com a Perícia Forense do Estado (Pefoce). Um dos documentos comprova que os projéteis que lesionaram e mataram mãe e filha foram utilizados na arma encontrada no quarto em que passou a noite. Um dia após o duplo homicídio, ele confessou ser o autor dos disparos.
O revólver calibre 38 foi encontrado no forro do bebê conforto. Segundo o perito Charlton Bezerra, os laudos divulgados ontem foram o cadavérico, a comparação balística e o de perícia complementar. O primeiro concluiu que as vítimas estavam deitadas de bruços. O perito afirmou que os projéteis que atingiram Adriana e Jade eram do mesmo padrão e, portanto, saíram da mesma arma.

Sobre o revólver, a delegada Socorro Portela, titular da DHPP, informou que, em 2009, Marcelo solicitou o registro provisório da arma. Ele afirmou que o revólver é uma herança de familiares e que costumava portá-lo. Sobre o arsenal encontrado no apartamento do casal, no bairro Cocó, o perito Charlton disse que se concluiu ser uma coleção, com algumas das armas ainda em funcionamento, apesar de serem muito arcaicas. Entre o armamento, existiam revólveres calibre 32, espingardas de pressão, além de cinco garrunchas (arma de cano curto semelhante a uma pistola ou revólver), três dardos e munições.
Segundo o perito, os laudos de laboratório, como o de DNA e o exame residuográfico, ainda não foram concluídos, mas devem ser entregues até o fim desta semana.
O irmão e a cunhada de Marcelo, que estavam na residência na noite do crime, voltam hoje para o Rio Grande do Sul. O irmão de Marcelo disse não ter escutado os disparos, já a esposa dele informou ter ouvido um barulho por volta das 2 horas. “Eles estão em Fortaleza, mas querem voltar à terra natal para retomar os trabalhos. Ele é médico e ela é dentista, queriam voltar no sábado, 29, mas eu indeferi o pedido e autorizei os dois a retornarem somente amanhã (hoje)”, explicou Socorro.
A vizinhança foi ouvida pela Polícia e todos relataram ter ouvido os tiros na madrugada do dia 23. A perícia complementar concluiu que é humanamente impossível as pessoas que estavam dentro da residência não escutarem os disparos que ocorreram na casa.
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