Marcelo é indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado

Segundo a delegada Socorro Portela, Marcelo ainda chegou a apontar o caseiro da casa de veraneio como autor do crime

Passados dez dias dos assassinatos de Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, 38, e de Jade Pessoa de Carvalho Moraes, de oito meses, em uma casa de veraneio no município de Paracuru, a Divisão de Homicídios (DHPP) concluiu o inquérito e divulgou a versão de Marcelo Barbarena acerca do que motivou o crime. Ele foi indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado (por motivo fútil, impossibilidade de defesa das vítimas e ter sido contra mulheres) e segue preso na DHPP. O inquérito será remetido ao Ministério Público do Estado (MPCE).
Segundo a diretora da divisão, Socorro Portela, a motivação seria uma discussão envolvendo o emprego dele. “Adriana queria que Marcelo mudasse de emprego e ele não queria. Essa já seria uma discussão recorrente, mas, neste dia, ele disse que estaria com a cabeça muito quente e ela (Adriana) ficou insistindo que ele assumisse uma nova proposta de emprego”, detalhou.
No depoimento, Marcelo relatou ainda que o novo trabalho incluiria viagens e não permitiria que ele ficasse em casa durante a semana. Conforme a delegada, ele afirmou não saber o porquê de ter matado Jade. No entanto, as provas apontam que seria uma maneira de fortalecer a primeira versão do crime, de roubo à residência. Na primeira versão, o gerente de loja ainda apontou um caseiro como autor do crime, aproveitando-se de uma discussão que o funcionário teve com o proprietário da casa (pai de Adriana). O caseiro foi ouvido, a Polícia realizou um passo a passo do caso, mas concluiu que o homem não foi o autor do crime.
A delegada disse ainda que Adriana não tinha certeza sobre Marcelo ter uma amante. A esposa encontrou mensagens no Whatsapp dele em fevereiro, mas o homem teria contornado a situação. Para Socorro Portela, se Marcelo fosse trabalhar viajando, provavelmente ficaria sem tempo para a jovem universitária com quem mantinha um romance de sete meses, conforme O POVO publicou ontem.
Marcelo negou o relacionamento em todos os depoimentos que forneceu à Polícia. No entanto, amigos em comum de Marcelo e da amante relataram que ele era muito apaixonado pela jovem e inclusive chegava a chorar por ela.
No depoimento, a amante relatou que Marcelo falava em levá-la para a terra dele, Porto Alegre. Lá, os dois iriam morar juntos. Os outros depoimentos fizeram com que a Polícia tivesse conhecimento de uma herança de R$ 400 mil, que Marcelo receberia após a morte de um parente, o que também o deixaria motivado a ir embora com a universitária.
Fonte: O Povo
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